
Ela não se chama Maria
Não tem muito de Amélia
Nem gosta de ser vista como Alice
Aquela, do país das maravilhas.
Não se importa em parecer-se
Com Clarices ou Cecílias
Nem liga se é xará
Da filha de Maomé.
Tudo o que ela quer
É continuar vivendo as historias
Que fazem parte dos seus sonhos
E do seu mundo simples.
Dar passos em seu próprio ritmo.
Viver o aqui, o agora...
E sem pretensão alguma, cantarolar
Uma canção de passarinho.
A cada raiar de um novo dia
Sentir refrescando-lhe a pele
O orvalho da madrugada.
E sentir-se livre para abrir as asas
E seguir o voar das borboletas,
A liberdade das andorinhas
E as pessoas iluminadas
Que transformam o entardecer
Num remanso suave...
Um recanto simples de se viver.
Tão simples assim!
(Lu Nogfer)
“Quanto mais simplicidade, melhor o nascer do dia…”

