3 de abr de 2015

Um Dia Especial de Abril


Não foi no aconchegante inverno
Nem entre as flores da primavera
No verão ensolarado, muito menos...
Foi naquele dia especial de Abril
Que você, meu romântico Outono...
Me viu nascer
Tudo de perto, assistiu!
Sentiu no ar, minha respiração.
Soprou em meus ouvidos
A mais suave brisa.

Como toda criança,
Sei que chorei
Ao me despedir
Da confortável moradia...
Talvez tenha sido também, 
Emoção e alegria
Ao receber de Deus
O maior presente:
O mágico dom da vida.

Oh refrescante Outono!
Talvez naquele momento,
Eu tenha me calado
Ao abrir os olhos...
E pela vidraça, contemplado
Uma bela dança
De suas douradas folhas
Me fazendo graça...

E apesar,
Da embaçada tarde 
Daquele dia festivo
Você não se fez presente 
Para me trazer o frio
E sim pra temperar 
O calor enquanto eu nascia...

Oh meu feliz Outono!
É com você que agradeço
A Deus todos os anos
Por mais uma primavera
Em mim acrescentada.
Por mais uma bela flor
Em meu jardim dourado.
Por perder mais um espinho.
Pois crescer a cada dia
É menos uma dor...
É dádiva concebida
É vida em flor!

(Lu Nogfer)

Nasci num dia especial de outono, mas todo dia renasço...
Grata a Deus, por mais um ano de vida e pelos cuidados Dele neste tempo de existência.

Nem imagino como seria, se não tivéssemos um Pai tão amoroso a nos cuidar!

Uma ótima Páscoa e o meu carinho a todos!

24 de mar de 2015

Leveza


"Quando me amei de verdade, deixei de temer o meu tempo livre
E desisti de fazer grandes planos, abandonei os projetos megalômanos de futuro.
Hoje faço o que acho certo, o que gosto, quando quero e no meu próprio ritmo.
Hoje sei que isso é simplicidade."
(Charles Chaplin)

"E então...
 Escolho as horas mais doces, pra dançar feito bailarina.
Fico na ponta dos pés até alcançar o infinito!
E neste mágico momento, me sinto mais que completa...
Hoje sei que isso, também é simplicidade."
(Lu Nogfer)



13 de mar de 2015

Chama















Paixão é um sentimento ousado,
Lascivo, denso...

Fecunda a devassidade.
Seja nos corpos ou nos versos.

Chega desregrado,
Prolixo, espesso...

Próprio da efemeridade
Nunca supérfluo.

Traça na pele, a sensualidade
Chama que aquece.

Nas linhas, a libertinagem
Orgasmos poéticos.

(Lu Nogfer)