10 de abr de 2014

A Infinitude do Amor
















Porque será que gosto tanto de falar de amor?
É simples...
O amor é o sentimento mais bonito!
É sábio, é sublime...
Vai tatuando o coração
traço a traço com serenidade.
Te faz compreensivo,
tranquilo, leve e livre.
Não se limita à dura realidade,
nem mesmo aos doces sonhos.
Não  se envaidece
com paixões estonteantes.
Não se confunde
em meio a tantos devaneios.
O amor é sol, é sombra,
é carinho, é cuidado...
É céu estrelado
somado ao oceano.
É um bem querer eterno
que as palavras não explicam
e sim os atos.
Não se aprende a amar com teoria
 e sim com prática.
O amor não finge.
"Só o amor conhece o que é verdade."
Se o amor não envelhece e nem morre,
quando adormece, descansa na esperança
e desperta na saudade.

 (Lu Nogfer)

6 de abr de 2014

Poente















És grande astro rei celeste
Que invade exuberantemente
Trazendo seus belos e dourados reflexos
Ao cair da tarde em dias quentes

Enquanto em luzes te deitas
Mostra-te  esplêndido e imponente
Neste teu imenso berço de deleite
Que te aguarda sempre  alegremente

O teu invadir transmite calma
Ao contemplar-te sinto-me em paz
És nosso presente Divino
Sempre contigo esperança traz

Vá mas volte amanha, oh astro rei
Que neste mesmo mar te aguardo
Para contemplar-te outra vez
E ter de novo o teu afago

Tragas de volta o teu brilho vasto
Para transbordar-me de  encantamento
Venha apresentar o mesmo espetáculo
Oh doce e deslumbrante sol poente

(Lu Nogfer)




3 de abr de 2014

Agradecimento por mais um ano de existência nessa vida bonita!





Obrigada, oh Deus...
Pela minha vida e por eu ama-la tanto, vivendo-a assim tão fascinadamente.
Por permitir que eu a descreva como simplesmente a sinto e a vejo.
Por ensinar-me a saboreá-la com gosto de querer sempre ir mais adiante.
Pelo meu sorriso continuo que não abro mão e pelas lágrimas necessárias que me libertam.
Pelo nó na garganta diante das historias comoventes e por permitir que eu bata o pé diante do que é injusto.
Pelos sonhos que me dão asas e pela realidade que me põe à prova, sempre que me sinto em solo firme.
Pela chance que tenho de digerir o que ainda não foi digerido e saborear cada minuto como se fosse o ultimo a ser vivido.
Pela pressa de felicidade que tenho e por fazer-me entender que ela existe mas é feita de pequenos e simples momentos.
Pelas minhas raízes que faz-me sentir orgulho de cada sobrenome que carrego e dessa dignidade impregnada na fé avivada no peito dia apos dia.
Pelas pessoas que passam fazendo toda a diferença em minha vida, ajudando-me na composição de minha  historia.
Pelos que gostam do meu jeito de ser e também pelos que não gostam mas me aceitam como sou.
Por fazer-me sentir um ser amado e completo apesar das tantas fraquezas e pelo o reconhecimento de ser menor que um grão de areia diante de tua grandeza.
Pelos fragmentos corrosivos existentes em toda parte, ensinando-me sempre a jamais me corromper.
Pelo sentimento amor que adiciona-me tudo o que preciso e ainda traz à tona a melhor parte de mim.
Sabe, Deus...
Reconheço que por vezes me perco e me sinto dentro de um labirinto a procura do meu próprio eu.
Obrigada por sempre mostrar-me o caminho de volta em reconhecimento de quem realmente sou.
Muito obrigada pela minha existência!
Agora, apenas um pedido:

Mesmo que os anos cheguem,
Plantando em mim garras de águia adultecida
E a vaidade das asas cada vez mais amplas,
Mantenha a minha alegria de criança
Que abranda em mim qualquer aspereza
E adoça todo dia uma esperança.
É isso, Pai, apenas por hoje...

(Lu Nogfer)