Obrigada, oh Deus...
Pela minha vida e por eu ama-la tanto, vivendo-a assim tão fascinadamente.
Por permitir que eu a descreva como simplesmente a sinto e a vejo.
Por ensinar-me a saboreá-la com gosto de querer sempre ir mais adiante.
Pelo meu sorriso continuo que não abro mão e pelas lágrimas necessárias que me libertam.
Pelo nó na garganta diante das historias comoventes e por permitir que eu bata o pé diante do que é injusto.
Pelos sonhos que me dão asas e pela realidade que me põe à prova, sempre que me sinto em solo firme.
Pela chance que tenho de digerir o que ainda não foi digerido e saborear cada minuto como se fosse o ultimo a ser vivido.
Pela pressa de felicidade que tenho e por fazer-me entender que ela existe mas é feita de pequenos e simples momentos.
Pelas minhas raízes que faz-me sentir orgulho de cada sobrenome que carrego e dessa dignidade impregnada na fé avivada no peito dia apos dia.
Pelas pessoas que passam fazendo toda a diferença em minha vida, ajudando-me na composição de minha historia.
Pelos que gostam do meu jeito de ser e também pelos que não gostam mas me aceitam como sou.
Por fazer-me sentir um ser amado e completo apesar das tantas fraquezas e pelo o reconhecimento de ser menor que um grão de areia diante de tua grandeza.
Pelos fragmentos corrosivos existentes em toda parte, ensinando-me sempre a jamais me corromper.
Pelo sentimento amor que adiciona-me tudo o que preciso e ainda traz à tona a melhor parte de mim.
Sabe, Deus...
Reconheço que por vezes me perco e me sinto dentro de um labirinto a procura do meu próprio eu.
Obrigada por sempre mostrar-me o caminho de volta em reconhecimento de quem realmente sou.
Muito obrigada pela minha existência!
Agora, apenas um pedido:
Mesmo que os anos cheguem,
Plantando em mim garras de águia
adultecida
E a vaidade das asas cada vez mais amplas,
Mantenha a minha alegria de criança
Que abranda em mim qualquer aspereza
E adoça todo dia uma esperança.
É isso, Pai, apenas por hoje...
(Lu Nogfer)