19 de jan de 2014

Sem Compromisso

"Hoje eu não quero fazer sentido
Não estou a fim de pensar em nada
Quero me livrar dos meus instintos
 Fazer o que me der vontade
Nem a mim ser submissa
Escrever alguns rabiscos
Mas nada de versos com ritmos
Nem mesmo as rimas, quero
Só se forem involuntárias
Cantar uma musica diferente
Com estrofes sem escalas
Quero o dia e a noite
As horas e cada minuto
Só não quero obrigações
Nada normal e nem obvio
Tocar em ritmo de rap
Com cordas desafinadas
Deixar vir tudo à tona
Falar algumas bobagens
Sair sem rumo, ao vento
Com cabelos esvoaçantes
Ou ficar em casa de pernas pr'o ar
Igual a criança mimada
De moletom e pantufas
No meio das almofadas
Nada de dieta da lua
Nem dos pontos, nem de nada..
Esquecer a boa forma.
Ganhar uns gramas sem neura
Comer pipoca com bacon
Ou o que me der vontade
Quero assistir um bom filme
Nada de história melancólica
Nem de alguém preso na ilha
Quero assistir Mister Been
Ou outra comédia maluca
Que me faça chorar de rir
Não quero pensar no passado
Não quero pensar no futuro
Hoje eu só quero o hoje
Quero dormir a qualquer horário
Não quero olhar o calendário
Nem mesmo o velho relógio
Com seus ponteiros incansáveis.
Controlando os meus momentos
Ah!Por hoje, só por hoje
Me deixe ser inconsequente
Me deixe andar na lua
Me deixe ser como o vento
Depois eu prometo que volto
A ser como antes..."

(Lu Nogfer)


Um longo e lindo domingo a todos!

12 de jan de 2014

Cumplicidade















"Te procuro...
Não em olhares duvidosos
Mas de cumplicidade verdadeira
Como a nossa

Te encontro...
Em raros sorrisos
Porém de fácil acesso
Como o nosso

Não te procuro
Em lugares festivos
Nem onde existe deserto
Mas onde o vento se aquieta
E os sonhos se aquecem

E lá que encontro
O eco do sol
Onde brilham os olhos
 Os nossos..."

(Lu Nogfer)


6 de jan de 2014

Simples Assim!













O sol aparece...
O café fresco recebe o dia aflorando os pensamentos.

Os pássaros cantam juntos como se ensaiassem um coral lírico para manhã seguinte.

O carteiro esquece de se desculpar quando toca a campainha no destinatário trocado.

O menino sobe no pé de manga para pegar a pipa, a jovem mãe despreocupada grita: joga uma fruta madura!

O telefone toca várias vezes e desliga antes mesmo de ser atendido.

Assuntos triviais preenchem o tempo horas a fio, pela vizinhança.

O sol se esconde...
Os verbos indisciplinados percorrem as linhas tortas completando lacunas em branco.

Tudo vai seguindo num percurso simples e genuíno sem previsão de chegada.

Não há como pressupor o próximo parágrafo.

(Lu Nogfer)

[...]
E que seja permanente essa vontade de ir além de tudo que me espera...
(Caio Fernando Abreu)




Uma linda e produtiva semana a todos!

Abraço apertado.