28 de out de 2013

Fatos e Fictícios





Caro leitor,

Todos os contos de minha autoria,  serão publicados neste post.

Aprecie sem moderação e se quiser comentar algum individualmente, fique a vontade para fazê-lo quantas vezes desejar! Apenas peço que antes, cite o título ou o número respectivo para melhor compreensão dos que gostam de interagir lendo os comentários.

Muito obrigada pela carinho de sua companhia!

Boa leitura a todos!

Lu Nogfer

  



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9-Transbordando De Amor!(Mini conto)

Exclamou a sensível mulher:

-Há algo inexplicável dentro de mim!
Crescendo sem pressa, sem compromisso...

O insensível a interrompe com ar irônico:
-Já sei, você esta grávida...

Ela sensivelmente concorda:
-Sim. Grávida de amor.

 Ela havia resolvido adotar uma criança totalmente desamparada. Realmente, há que se transbordar de amor!

(Lu Nogfer)
Direitos Autorais Reservados ® 

Homenagem a uma querida amiga que adotou uma criança que nascera com o vírus HIV e fora cruelmente abandonada pelos pais biológicos. 
Enfim, elas estão vivendo um lindo caso de amor entre mãe e filha adotiva. 
É de emocionar!



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8-Ousadia



 Foi apenas um período de tempo...
Um tempo em que ela tinha receio de tudo, até mesmo de olhar nos olhos de pessoas atraentes  por causa dos olhos alheios.
 [-Ah, são muito maldosos!- dizia ela...]

 Meu Deus... mas como viver como um caramujo?!

Aguas passadas...
Percebera em tempo que se esconder dentro de si, nada adianta. Que é preciso viver a vida, com uma certa cautela sim, mas vivê-la inteiramente. Que cada um tem a sua própria consciência. E esta sim, é que precisa estar bem, acima de tudo...

Foi então que ela se deu conta que ninguém aprisiona ninguém com olhares ou linguajares profanos...

 Aprendera que sorrir escancarado  é cura divina pros males que assolam a vida e a alma.
Que dançar de corpo e alma significa liberdade de voar sem ter asas visíveis.

 Hoje, ela  consegue dizer com tamanha clareza as palavras que gritam em seu interno. E já não se sente aprisionada em atrair-se pela vida e por coisas que a encantam. 
Afinal, para se viver direito, minha cara, é preciso muita ousadia! A vida pede isso...
Pede não, ela exige.

(Lu Nogfer)
Direitos Autorais Reservados ® 

Texto inspirado em minha mãe.

Sempre que boas lembranças me vem à memória, me olho no espelho da alma e a vejo em mim. 

  Ah! Que bom, minha doce mãe, fazer parte da tua descendência!



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7- Coisas Banais


Era sexta-feira.
Um dia comum como outro qualquer...Não para Pedro!
Era seu dia de folga. Ele planejara sair para pôr mil pendências em dia! E no final da tarde, passaria no trabalho de Ana, sua amada esposa, para levá-la para jantar num belíssimo restaurante! Pois coincidentemente, era o aniversário dela.


Entre os cumprimentos de feliz aniversário e o café da manhã, o casal combinava tudo.

 De repente, o telefone toca...
Era o chefe de Pedro convocando-o para uma curta e urgente viagem a trabalho.
Ficaria apenas 24 horas longe de casa. Afinal, o que são 24 horas? Mesmo assim ele ficou extremamente irritado. Foi pego de surpresa em pleno dia de folga.Tantos planos para aquele dia!

O voo, já com hora marcada, fez com que Pedro se arrumasse apressadamente...
E, apenas por uma simples pergunta feita por Ana, porem uma pergunta que não o agradou, a respondeu asperamente e saiu sem se despedir.
Quando ela ouviu o barulho da porta bater, levou um baita susto! Ficou surpresa e sem entender o porquê da brusca atitude do esposo que sempre foi tão carinhoso com ela. Logo naquele dia tão especial!

Sentiu-se triste, mas mesmo assim passou um torpedo desejando-o boa viagem. Pois não era típico de sua parte, responder com a mesma moeda.

Foi para o trabalho, mas em momento algum esquecera aquele desagradável ocorrido que transformou o seu dia!


No final da tarde que seria tão diferente, retornou cheia de cansaço, pensativamente...

Fez uma ligação para desabafar com uma amiga, leu umas duas páginas de seu livro de cabeceira... E  como não conseguia dormir, aproveitou para preparar alguns pingos nos “is” para o retorno de Pedro. Seria estranho se ela assim não fizesse. Sempre  pensava muito bem antes de resolver qualquer problema!

O tempo voou!
Já era manhã outra vez.Uma manhã de sábado.
Ana estava ansiosíssima! Pois sabia que se tudo ocorresse bem, Pedro retornaria pela manhã.


 Enquanto tomava o café da manhã, ela o esperava com um texto na ponta da língua! Estava decidida a não deixar aquela pendência para trás.


De repente o barulho do portão. Ela não foi recebê-lo na porta como de costume. Dessa vez achou que não tinha motivo para tal gentileza.

Pedro entrou ofegante e apressado da mesma forma que havia saído. Encontrou a esposa naquela mesma mesa de café que a deixara.
Era outro dia, mas para ele parecia que o tempo não havia passado.
Soltou a bolsa e o casaco no chão, e num ímpeto,  sentou-se perto dela e a abraçou fortemente!
O silêncio tomou conta daqueles minutos tão ternos e inesperados.

Silêncio?! Logo ele que sempre foi tão inconstante...
Sempre num vai e vem de atos e ditos, nem sequer uma palavra? Nem um pedido de desculpas? Mas não era necessário. Nem mesmo aqueles pingos nos “is” que Ana  havia preparado minuciosamente...
Era necessário apenas o silêncio, pelo menos naquele momento de paz.


Talvez um dia, eles ainda sentem e conversem calmamente naquela mesma mesa, sobre aquela confusa manhã de sexta-feira. Mas aí será outro episódio.
É a vida!

O que é a vida senão um misto de sentimentos entre coisas banais e inesperadas surpresas?!

Há que se ter muita calma nessas horas!


(Lu Nogfer)
Direitos Autorais Reservados ® 



O texto acima foi escrito e publicado com o consentimento dos personagens da historia real.
Os verdadeiros nomes foram devidamente preservados!


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6-Um dia mais que especial!



Lembro-me com alegria daquele primeiro dia do ano. Um dia mais que especial!

O pisca-pisca ainda reluzia na árvore de natal tal qual os olhos das pessoas transmitindo um brilho incrível!

A casa de praia da minha irmã em dias de feriado está sempre lotada de parentes e amigos. Ela sempre acolhe a todos com o mais belo sorriso no rosto, naquela aconchegante casa de frente para o mar de Santa Clara. Parece que o céu é mais azul por lá...

Pessoas seminuas para todos os lados, água salgada pingando dos corpos, areia solta pelo quintal, mangueira do jardim jorrando... A desordem era incontrolável, mas nada incomodava diante da dose excessiva de alegria e sorrisos largos. Até os abraços naquele dia, eram mais apertados!

Adultos, algumas crianças de colo e tantos adolescentes! Tantos que parecia uma tribo. É incrível como eles alegram o ambiente onde são a maioria. Mas eles sempre se isolam um pouco como se os assuntos deles, fossem proibidos para maiores.

O tic-tac no celular, fones em um dos ouvidos e uma conversa interminável entre olhares, cochichos e deliciosas gargalhadas... Bonito de se ver!

Horário do almoço. Habilitei-me a convidá-los com um bater de palmas, anunciando numa linguagem tão simples quanto apetitosa: "Quem aí esta com fome?” A resposta foi a correria em direção à mesa deixando-me para trás.

Vi que ainda restava um deles sentado num cantinho com um olhar cabisbaixo e desconfiado.
Aproximei-me e perguntei se ele não viria. Olhou-me calado, mas logo se animou quando eu mencionei cada prato que quentinho, o aguardava à mesa.
Ele levantou-se, pegou educadamente em minha mão e fomos almoçar.
Todos estranharam aquele menino que antes parecia tímido, mas naquele momento contagiava a todos com sua alegria e o seu jeito falante.

Após o almoço a garotada o deu a devida atenção fazendo com que ele se sentisse mais à vontade.
Correram, brincaram, conversaram, sorriram... Era nítida a linda amizade que entre eles nascia!

A tarde caia velozmente...
É sempre assim quando mais se deseja que o tempo pare.
Logo era hora de todos os amigos irem para suas casas. Os parentes ficariam um pouco mais.

Por um momento, pensei que aquele menino, agora já enturmado, nem se lembrasse de se despedir de mim, como os demais adolescentes na normal desatenção.
Para minha surpresa, ouvi gritos chamando pelo meu nome no diminutivo. Era aquele menino me procurando pela casa para se despedir. Deu-me um forte abraço e beijou a minha mão selando carinhosamente a nossa amizade. Fiquei emocionada com a linda atitude dele!

Naquele belo dia, aquele atencioso menino com suas carências, ensinou a todos uma grande lição. Ele nos fez entender o porquê das pessoas to.


E que nunca sejam subestimados por serem diferentes, pois na verdade,
Somos todos filhos de Deus.

(Lu Nogfer- caso real)

Direitos Autorais Reservados ® 

Deus não fez ninguém igual a ninguém. Somos todos únicos. Ora normais ora anormais com nossas peculiaridades.
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5.A Primeira de Todas as Noites


Finalmente chegou aquela noite...
Estava tudo Perfeito para uma noite mais que perfeita!

O quarto à meia luz exalava uma fragrância com notas bem suaves.

Os lençóis brancos de seda cobriam a cama macia que paciente aguardava a noite mais desejada.

Cada detalhe era olhado com ternura e cuidado.

Ao fundo a trilha sonora com uma musica instrumental, trazendo lembranças à tona do apaixonado casal.

Ela pensava nele com ar de felicidade, enquanto no espelho se olhava. E cada centímetro do corpo, hidratava suavemente.

O momento se aproximava. Era a hora de explorar toda sensualidade!

Vestiu-se de mistério, desnudou-se da timidez e ansiosa, deitou-se a espera.

Deixou a porta encostada e a janela semiaberta para o brilho da lua cheia fazer parte do lindo cenário!

Olhava o relógio. Contava os minutos...
Finalmente um ruído. Era ele em passos lentos sucumbido pelos desejos. Mas por enquanto se conteve...

Sentiu- se já nas nuvens ao adentrar aquele quarto com cheiro de carinho. Enfeitado de romance...

O seu corpo inteiro sorria enquanto ele a olhava carinhosamente.
Beijou-lhe as mãos macias, acariciou-lhe os cabelos  e a despiu sem desvario.
Bastou um ardente beijo para assim iniciarem os tão esperados delírios.

Uma noite não foi suficiente para saciarem de prazer aqueles corpos sedentos. Foram noites e mais noites. Foi preciso a vida inteira iluminada pela lua, acompanhada das estrelas...



(Lu Nogfer)
Direitos Autorais Reservados ® 

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4. Net x Book




Eram dois jovens ainda adolescentes. Irmãos gêmeos idênticos...
Difícil saber quem era quem de tão parecidos! Entretanto tinham jeito e hábitos diferentes.



Um morava com o pai em um lugar retirado.





O outro morava com a mãe no centro da cidade...



Passaram a infância inteira um longe do outro. Os garotos mal se conheciam!
Um dia, por intermédio do pai, resolveram passar as férias juntos, na casa da mãe.

Quase não conversavam. Não tinham muitos assuntos em comum. Estavam sempre cada um na sua...

Um gostava de ler livros. Carregava sempre uma mochila cheia de pequenos livros!

Ele gostava de ler historias e estórias. Mergulhava dentro dos contos . Viajava no auge do prazer de ler

Ele tinha cheiro de mato. Carregava em seus pequenos olhos, um ar de menino romântico e calmo.

O outro, era mais agitado. Gostava de surfar pela Internet dia e noite! Navegava ao dia e também pelas altas madrugadas
Um ar de mistério e curiosidade, carregava em seus altivos e negros olhos.

Um dia resolveram ter uma boa conversa por pura curiosidade de saber algo um do outro.

Menino da cidade: (Direto ao assunto)

-O que você tanto lê, nesses pequenos livros sem graça? Será que nunca se cansa disso?

Menino do interior: (Determinadamente)

-Não, não. Termino de ler um conto e inicio logo outro. As histórias são interessantes do inicio ao fim.
Mas e você? Nunca vejo a hora que vai dormir. Se é que você dorme! Já deve estar com calos nos dedos de tanto ler esse seu livro esquisito... O que tem de tão interessante nisso?

Menino da cidade:

-Cada dia descubro algo diferente nas minhas viagens pela Internet. São infinitas coisas que descubro. Aqui também tem boas leituras, sabia?
Ah !E se chama notebook...(Com ar de ironia)

Menino do interior:
-Ah ta. Desculpe...
Então me conte sobre o que leu ontem, nesseee...

Menino da cidade interrompe:
-Como assim? Não sei mais o que ontem, li. Uma pagina puxa a outra e nunca me lembro de salvar nada.

Menino do interior:
-Ãnh!?Salvar...?
Se quiser eu posso te emprestar um livro pra variar a leitura...
Se esquecer o que leu, é só voltar a página e se quiser continuar e só virar a próxima...

Menino da cidade:
-Ok!Eu sei como funciona os livros!
Pode ser... Mas antes, vou te ensinar a jogar um game maneiro no meu note, topa?




E assim, num aperto de mão, os irmãos se tornaram amigos e combinaram de sempre passarem as férias juntos, lendo livros e notebooks entre outras diversões!


(Lu Nogfer)
Direitos Autorais Reservados ® 


Este texto foi baseado numa historia real.
Gostei do que me contaram a respeito desses garotos, então resolvi escrever um pequeno conto focando apenas o que achei mais interessante: a diferença de hábitos com relação à leitura e a união final dos dois.

Para tudo deve haver uma certa dosagem! Devemos sim, nos conectar ao mundo do menino da cidade. (O mundo da Internet é espetacular!) Entretanto, devemos seguir também o exemplo do menino do interior. É sempre bom resgatar o velho hábito de ler livros reais. Aqueles, que com o tempo as páginas ficam amareladas, mas nunca perdem a magia das histórias que contém...
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3.Reflexos

O sol foi coberto pelas turvas nuvens, o tempo fechou de repente e já não parecia dia.
A claridade dos relâmpagos entrava pela vidraça acendendo aquela mente um tanto fértil  e escurecendo ainda mais aquele momento frio e confuso.

A chuva começou a cair em tons tempestuosos e assustadores. E ela ali, coberta tal qual o céu e os espelhos.

Um vácuo invadira o seu estado natural. A tarde veio, anoiteceu e ela adormeceu ...

Pela manha, cumpria-se a frase clichê: "Depois da tempestade vem a bonança"
Um arco íris em seu rosto anunciava dias de sol. Já podia novamente olhar-se nos espelhos.

Olhou pela janela e nem sequer havia vestígio de chuva. Fora apenas reflexos dentro de si, devaneio da alma, frívolos da mente, indagações, assombrações...
A tempestade passou, enfim.

Há coisas que não existem a não ser por dentro...
Basta a paciência de organizar os pensamentos para domar os fantasmas.
Basta perceber que tudo não passa de fantasias.
Basta adormecer o temporal para que um novo dia brilhe.


(Lu Nogfer)
Direitos Autorais Reservados ® 

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2.Páginas da Vida Real



"Ela era uma jovem adolescente , meio menina meio fada.Vivia em um jardim de sonhos em um país encantado.












Conversava com as flores, com as borboletas... Sorria de tudo e de nada.












Amava todos os pássaros mas preferia os beija-flores. Admirava todas as flores mas preferia os girassóis...













Um belo dia saiu a passear na companhia dos amigos pássaros...
De repente avistou ao longe uma senhora já na idade bem avançada. Esta abraçava em seu peito um enorme livro!

A menina, cheia de curiosidade, aproximou-se e a cumprimentou:

-Olá senhora! De onde vem? Jamais a vi por aqui antes...

Disse a velhinha para a menina:
- Vamos por parte, bela pequenina. Venho de um pais encantado igual ao teu e vim parar nesse mundo meu. O que mais deseja saber?

Disse a menina:
-Não gostaria de contar-me uma historia interessante deste livro?
Prometo que depois a ajudarei a carrega-lo!
Parece tão pesado![...]








A menina estava ansiosa para ouvir algo bem diferente do seu mundo encantado.

Respondeu a meiga senhora:
-Para ser sincera, doce menina, nele há muitas historias interessantes sim, mas será que você deseja mesmo folhear as páginas da minha vida? Esteja certa que mergulharia em rios de lágrimas por tanto que a vida oferece. 
Foram decepções, ilusões, emoções...De nada escapei... Porem posso lhe dizer que valeria a pena ler, pelos risos que também tive. E não foram poucos!
O livro não esta tão pesado-continuou a senhora-mas é enorme assim porque não tive uma vida vazia. Tudo que vivi, vivi totalmente. Não deixei em meu passado sequer uma página em branco!
Corri algumas vezes, em outras caminhei bem devagar mas nunca parei!
Posso garantir que não pulei nenhum capítulo...E me orgulho dos fios brancos que tive tempo de possuir. Cada ruga em minha face, conta uma historia diferente.

Venho de um mundo encantado sim, pequenina, pois viver superando obstáculos , também é mágico!
E posso garantir que nunca estive sozinha nessa caminhada! Pois é partilhando que na vida, melhor se aprende.
Só para concluir...
Não vivi nenhuma historia, senão a minha!Vivi tudo!Tudinho!
Agora ouça um conselho:
Siga sempre o teu coração e viva tudo também, minha doce menina, porque se no final você se arrepender de algo, nunca será do que não viveu!

A menina finalmente a interrompeu com a mesma curiosidade do início...
-Mas afinal, minha senhora, de que lugar a senhora vem?!

-Quer mesmo saber? Disse a velhinha com ar de risos...
Eu venho do seu presente, doce menina! Ou quem sabe eu seja o seu futuro mais distante?

A menina arregalou os olhos mostrando-se assustada. Mas logo em seguida, num gesto de carinho, passou levemente a mão naqueles cabelos já bem branquinhos, como se quisesse dizer algo mas não conseguia...

A meiga senhora interrompeu aquele silêncio dizendo:
-Será que você ainda deseja que eu lhe conte as histórias deste livro, bela pequenina?

A menina, com os olhos rasos d’agua de emoção, com o coração cheio de ternura e um riso nos lábios, respondeu firmemente: -Não, senhora!
Eu desejo apenas ter tempo para viver essa historia inteirinha já que é minha...
Sentir cada gosto de lágrima...Viver cada momento, cada surpresa...
Quero viver tudinho, tudinho,tudinho...

E a doce adolescente acordou assustada. Mas ela estava feliz e radiante!

Não era uma bela fada dos contos de fada ou do mundo imaginário de alguém... Era apenas uma simples adolescente meio menina meio mulher, despertando de uma noite bem dormida para viver mais uma página da vida real...
Agora muito mais consciente!


O sol já brilha lá fora. É dia outra vez...Ela só quer viver o presente do seu jeito.
E não importa as folhas secas, o que tiver que ser que seja!"

(Lu Nogfer)
Direitos Autorais Reservados ®
  
Nota Importante

Este conto foi plagiado logo após o post original, publicado em 07/11/2012 em um dos meus espaços já não mais atualizado.

Estou avisando, porque este, certamente será encontrado circulando pela internet sem os devidos créditos.

Plágio é crime. Vamos juntos, combatê-lo!

Lu Nogfer

  Caso queira saber com detalhes, falei sobre isso em resposta ao comentário de uma leitora
amiga neste link.
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1.Vida Vazia
Carol estava tão feliz com a mudança de vida! Mudou-se da antiga e ampla casa da mãe, para uma casa pequena. Porém aconchegante e perfumada.

O som que ressoava docemente pelos cômodos, vinha da caixinha de música do quarto do bebê recém-nascido. Uma linda menina!

O álbum de fotos do casamento da mãe estava bem à amostra na estante da sala de estar. Nas fotos dava para ver a grande quantidade de presentes que a mesma ganhara no casamento.

— Meu Deus, como ela detestava bugigangas! – era como ela chamava as coisas mesmo novas, mas sem uso – contava a filha. — Não sei por que não usou quase nada!

Talvez não tivesse gostado dos presentes de casamento ou preferiu usar as coisas que pertencia à família já na terceira geração de filhas únicas.
Ela não abria mão de nada. Deixava claro que quando a filha se mudasse de lá, levaria apenas os bibelôs de porcelana que pertencera à bisavó. Porém, trincaram-se todos dentro da velha cristaleira com os pés apodrecidos pela umidade que vinha do assoalho.

— Ainda esta lá do mesmo jeito. – dizia a filha. A enorme casa também, caindo aos pedaços.
Há tempos reformaria aquela casa, mas não o fez.. Não por falta de condições financeiras, mas sempre preferiu adiar para o próximo ano.
A vida inteira adiava tudo para o próximo ano.

O tempo foi passando, passando e tudo estava igual como nos velhos tempos.
Agora viúva, aquela mulher de rugas precoces, olhava as paredes rachadas e emboloradas com o olhar lacrimejado e melancólico. Andava pela casa como se procurasse algo além de simples objetos.

Resolveu remexer nos guardados, pois sentira falta do álbum de retratos que lhe trazia boas recordações.
Esquecera que havia pedido a filha para levá-lo para restaurar.
Abriu todas as portas e gavetas dos antigos armários, espalhando assim o cheiro de naftalina pela casa.

Caixas e mais caixas de objetos sem uso.
Abriu na cama a colcha de crochê branca, já amarelada pelo tempo. Uma das poucas peças do próprio enxoval, que nem chegara a terminar.

— Que coisa mais fora de moda. – exclamou meio ranzinza. Até que está combinando com a cor envelhecida dessas paredes!
Falava balançando a cabeça, parecendo inconformada com o próprio comodismo.

Enquanto o marido trabalhou fora, passou a vida olhando pela janela, fazendo planos e planos, porém nunca tentou realizá-los ou compartilhá-los. Ainda que desejasse, nunca terminava o que começava. Ia empurrando para frente. Adiando para outro ano, para outra época...

Por ver a vida passar sem perceber, que só após ter ficado sozinha naquela velha casa, percebera as tantas coisas que ficaram por aí pela vida. Tudo pela metade. A colcha de crochê, o interminável magistério, a casa por reformar...
Até a própria região que sempre quis conhecer melhor, nunca ultrapassara o limite de sua cidadezinha.

Apenas cinquenta e poucos anos. Ainda daria tempo para muitas realizações. Mas se antes quase não saia, muito menos agora que já não tem mais tanta saúde e nem paciência para concluir os projetos que ficaram para trás.

Sentada numa velha cadeira de balanço, ficou ali observando tudo, horas e horas...
Estava com os pensamentos tão distantes, que custou a ouvir as batidas ocas na velha porta...
Era a filha acompanhada da neta para presenteá-la com o que ela tanto procurava!
O álbum de retratos novinho em folha, um pouco de choro de criança e muita alegria para preencher aquela vida, que de vazia não tinha nada.



(Lu Nogfer)
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24 de out de 2013

Nós...











Somos a própria natureza
Somos a temperatura das estações
Somos a luminosidade da lua
Somos o brilho das estrelas
Somos a energia do sol
Somos a magia da noite
Somos o orvalho da manhã
Somos a intensidade das horas
Somos veias e coração
Somos os nossos cânticos
Somos a nossa poesia
Somando qualquer emoção

Somos como pássaros livres
Vindo de qualquer passado
Viajantes de qualquer espaço
Voando em qualquer direção
Sobrevoando qualquer tempo
Amantes de qualquer época
Viventes de qualquer instante
Habitantes de qualquer dimensão
Onde não sou eu sem você
E você, o arco-íris
Que colore o meu hoje...
E os meus dias seguintes

(Lu Nogfer)


20 de out de 2013

Soneto a Lu Nogfer por Samuel Balbinot










"Tua alma canta amores lapidados
No brilho das estrelas majestosas...
Zeladoras dos teus sonhos sonhados
Num jardim vestidinho pelas rosas;

Alma divina nos céus estrelados
Banhada pelas vestes luminosas...
Da lua a sorrir nos apaixonados
Encontros com estrelas fabulosas;

Nas asas dos mais lindos versos eu
Vejo-te passando e sorrindo tanto...
Eu vejo e ouço da tua alma um só canto;

O canto do amor que tanto rendeu
Meu coração ouvindo o teu bater...
Envolto em alegria Lu Nogfer;"

Quero agradecer de coração ao poeta amigo Samuel pelo carinhoso presente.
Convido a todos a visitarem o belíssimo blog Lapidando Versos e lerem outros lindos sonetos!  
Obrigada amigo e parabéns pelo lindo talento e pelo dia do poeta!

Aproveito aqui para parabenizar a todos os que dão asas as palavras deixando-se envolverem por esta arte tão bonita que é a poesia!
29/10(Dia do Poeta)

"Batendo asas, 
a palavra voa pelo pensamento 
até que vibra na garganta 
pula pela boca 
e passa a voar ao vento."
 (Línox)